Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Balanço do 2º Período

Este post vai servir para fazer um balanço do trabalho desenvolvido ao longo deste período que chega ao fim: o que correu bem, o que correu mal, se as tarefas a que nos tínhamos proposto foram devidamente cumpridas, entre outros aspectos relevantes.

 

No início deste mesmo período, definimos objectivos/etapas a alcançar até à sua finalização, sendo que essas metas eram:

  • Entrevistar médicos e pessoas estrategicamente localizadas, para observar a multiculturalidade urbana, como por exemplo o "senhor" do café, da mercearia, do quiosque, da padaria, etc;
  • Inquéritos a adeptos e à população em geral;
  • Análise da informação recolhida;
  • Reflexão sobre as possíveis actividades futuras e potencialidades destas práticas, enquanto manifestação da cultura urbana.

Destes objectivos, o primeiro não foi desenvolvido, por falta de tempo e por sobreposição de outros mais importantes. Todos os restantes foram devidamente "trabalhados", sendo que a nível dos inquéritos nos deparámos com imensas dificuldades (tais como o mau tempo, que nos impossibilitou de fazê-los no local previsto, e a falta de tempo que fez com que a nossa amostra ficasse reduzida a 67 inquiridos). No entanto, e apesar das dificuldades sentidas, os inquéritos mostraram resultados deveras proveitosos e conclusões importantes. O último ponto, referente à reflexão sobre possíveis sugestões do que fazer acerca destas práticas no futuro, estava incluído no inquérito, no qual pedimos estas mesmas sugestões aos inquiridos.

 

As principais conclusões alcançadas com o trabalho desenvolvido este período são as seguintes:

  • Estas práticas não são estranhas à nossa sociedade, nem que seja um conhecimento vago;
  • Os riscos e as normas de segurança são bens conhecidos, pois quase todos os inquiridos nos souberam indicar, correctamente, um exemplo;
  • O piercing é menos aceite e "amado" do que a tatuagem;
  • A grande razão indicada para a adesão de ambas as práticas é o facto de se tratar de gosto pessoal, e, surpreendentemente, a tatuagem é considerada uma forma de arte, mesmo não sendo largamente aceite;
  • O facto de um indivíduo ter tatuagens ou piercings não condiciona a opinião que se forma acerca dele, porque como nos foi dito, cada um é livre de fazer o que quiser com o seu corpo, até porque aquilo que nos dá bases para a formação de uma opinião acerca de alguém deve ser o seu interior, a sua personalidade, e não o exterior;
  • Por fim, e quanto as sugestões pedidas há uma tendência para maior divulgação/informação e para a desmistificação da ideia de que estas práticas estão ligadas à marginalidade, admitindo assim a "sociedade" que esta descriminação existe.

O trabalho realizado foi proveitoso, e apesar das dificuldades e de um funcionamento não muito favorável do grupo, conseguimos, quase na totalidade, cumprir aquilo a que nos propusemos, da melhor forma que nos foi possível.

sentimo-nos: realizadas
by saloiadas às 21:56
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