Sábado, 8 de Dezembro de 2007

Entrevistas

Aqui fica a análise das entrevistas realizadas a:

  • Natacha Fontinha, da Bad Bones (Bairro Alto, Lisboa);
  • Cristian Barcelos, tatuador da Lisboa Ink (Rua do Telhal, Lisboa);
  • David Marques, piercer, também da Lisboa Ink;
  • Carlos Amorim, tatuador da Triparte (Rua da Prata, Baixa de Lisboa);
  • Samuel Ávila, piercer, também da Triparte.

1

Estimativa do nº de lojas existentes em Lisboa:

Natacha Fontinha

Existe uma grande quantidade que não é sinónimo de qualidade.

Cristian Barcelos

David Marques

Carlos Amorim

Existem cerca de dez a doze lojas.

Samuel Ávila

Umas seis, com boas condições.

 

2

Há quanto tempo esta prática começou a ter visibilidade pública em Lisboa:

Natacha Fontinha

Já há muitos anos. Nós estamos aqui no Bairro Alto há 12 anos, mas já existimos há 17. Começámos em Campo de Ourique, depois fomos para a Rua dos Lusíadas e por fim viemos para aqui. Há 17 anos foi difícil, logicamente, mas há 12 ou 13 anos as pessoas começaram a viver com a tatuagem e cada vez mais.

Cristian Barcelos

David Marques

Houveram dois grandes booms: o primeiro em ’97 (durou sensivelmente dois anos) e o segundo em 2002. Isto tem muito a ver com as gerações: os pais que têm piercings têm filhos que não têm…

Carlos Amorim

Eu trabalho em Lisboa há três anos, e de há três anos para cá a mentalidade das pessoas mudou muito. Mas, no geral, penso que há uns oito anos.

Samuel Ávila

Por volta de 10 anos.

 

3

Existem ou não características ou traços comuns de quem adere a estas práticas:

Natacha Fontinha

Eu acho que não podemos generalizar, mas cada um tem um motivo muito pessoal para fazer. A tatuagem é arte. É uma coisa mágica que está para a vida inteira, ninguém nos pode roubar, vai connosco. Mesmo com um acidente pode ficar danificada, mas está lá. Não há características específicas, apenas a vontade da pessoa. Há pessoas que têm um visual perfeitamente “normal” (para mim é o que cada um gosta) para os padrões que a sociedade impõem, e estão completamente tatuados, só que não se vê. Lido diariamente com essas pessoas.

Cristian Barcelos

Há tanta evolução na tatuagem e nos meios de comunicação que a tatuagem já chegou às “pessoas comuns” (porém eu também o sou: não sou diferente de outro trabalhador de arte). Todas as pessoas estão habituadas a ver tatuagens e piercings, por isso não acho que haja uma certa elite ou sub-cultura para o fazer.

David Marques

Sim, pode-se dizer que sim: o gosto pela caracterização pessoal, pela modificação corporal, pela identificação própria, pela adaptação a um meio ou a identificação com modelos próprios ou pessoas com as quais nos queremos “envolver”.

Carlos Amorim

Em principio não.

Samuel Ávila

Antigamente era mais típico de um certo estilo, hoje em dia já não. Há uma grande variedade de pessoas que o fazem (mais novas, mais velhas…).

 

4

É ou não um indicador de um estilo de vida diferente:

Natacha Fontinha

Não, não é mesmo nada.

Cristian Barcelos

Não, é apenas embelezar o corpo, tal qual como quando as raparigas vão ao cabeleireiro. É claro que dentro das tatuagens tens aqueles que fazem tipo rocker, ou lembrança de familiares, mas sub-cultura de tatuagem? Em Portugal não há.

David Marques

Sim, sem dúvida.

Carlos Amorim

Sim.

Samuel Ávila

Não.

by saloiadas às 01:19
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